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Você pode instalar energia solar na sua casa sem desembolsar um centavo a mais

2022-04-05T09:04:18-03:00 5 de abril de 2022|

Casas são imóveis mais indicados para abastecimento com energia solar fotovoltaica. – Imagem: Kindel Media/Pexels

É possível financiar 100% do valor das placas solares e simplesmente trocar o valor atual da conta de luz pelo valor da parcela – e após quitar a dívida, ver a conta cair em até 90%. Saiba para quem o financiamento de placas solares vale a pena

Fonte: Este conteúdo foi escrito por Julia Wiltgen no Portal Seu Dinheiro

A instalação de painéis solares em casa, para gerar energia elétrica e derrubar o valor da conta de luz, pode valer muito a pena, mas requer um investimento inicial elevado e que só se paga num prazo de dois a cinco anos, dependendo da região do país.

Mas existe uma forma de ter acesso aos equipamentos e à instalação sem precisar fazer grandes desembolsos de uma vez. Para quem não tem R$ 30 mil disponíveis para o investimento – valor médio de um sistema de geração de energia solar – existe a possibilidade de financiar até 100% do valor. E, para algumas pessoas, o financiamento pode ser especialmente vantajoso.

Isso porque, dependendo do seu perfil de crédito e do valor da conta de luz, pode ser possível simplesmente substituir a conta pela parcela do financiamento.

Em outras palavras, a conta de luz é tão reduzida que, junto com a prestação, o valor fica mais ou menos o mesmo que você já pagaria pela energia elétrica caso não adotasse a geração solar. Para o seu orçamento, continua na mesma.

Após o prazo do financiamento – que geralmente é inferior a dez anos – o usuário enfim passará a usufruir da economia de até 90% na sua conta de luz, por todo o restante da vida útil dos equipamentos, que em geral varia de 25 a 30 anos. Ou seja, ele terá entre 15 e 20 anos de uma conta de luz bem menor.

“Hoje em dia, mais da metade das pessoas que adotam energia solar em casa já financiam. E em pouco mais da metade dos financiamentos, o usuário consegue substituir a conta de luz pela prestação”, diz Flavio Suchek, diretor executivo de Varejo do BV, uma das poucas instituições financeiras que concedem financiamento a placas solares atualmente.

O banco lançou o produto em 2018, quando o mercado de financiamento solar era inferior a R$ 1 bilhão; no ano passado, o volume total chegou a R$ 5 bilhões, e o BV é bem otimista em relação ao produto e à geração própria de energia solar em geral.

Apenas na sua plataforma, o BV recebe mais de 20 mil pedidos de simulação de financiamento solar por mês, diz Suchek. O banco também tem participação no Portal Solar, site que reúne conteúdo sobre energia solar, ferramentas como calculadora e simulador de financiamento, loja online de equipamentos e contratação de financiamento.

A carteira de financiamento solar do BV fechou 2021 em cerca de R$ 2,5 bilhões. A operação do banco é voltada justamente para projetos menores, de até 500kW, faixa onde se enquadram as pessoas físicas e pequenas empresas.

Segundo Suchek, os projetos de pessoa física financiados pela instituição costumam ficar na faixa entre R$ 25 mil e R$ 45 mil, enquanto os de pessoa jurídica, entre R$ 75 mil e R$ 150 mil.

“São clientes com conta de luz acima de R$ 500 por mês, e o financiamento dura de cinco a sete anos. Depois da quitação, a conta cai absurdamente, de 80% a 90%”, descreve o diretor executivo de Varejo do BV.

Juros do financiamento solar ainda são salgados

As características do financiamento do BV batem com o perfil geral desse tipo de linha de crédito que o Rodrigo Freire, CEO da Holu, me descreveu quando eu escrevi uma série de reportagens sobre instalação de energia solar em casa aqui para o Seu Dinheiro.

A Holu, plataforma que permite orçar projetos de energia solar fotovoltaica com diversos fornecedores e fazer a contratação online, também trabalha com financiamentos do BV, além do Santander e duas fintechs, a Solfácil e a Mutual. Mas também permite o orçamento e a aquisição dos sistemas à vista ou com parcelamento em dez vezes.

Na ocasião, Freire chamou a atenção para o fato de que o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento solar ainda é um pouco salgado, costumam variar entre 16% e 18% ao ano (1,24% a 1,39% ao mês).

Um exemplo de financiamento no valor de R$ 28.494,60 em 48 meses (quatro anos), disponível no site do BV, indica uma taxa de juros de 1,38% ao mês (17,81% ao ano), com CET de 20,86% ao ano.

Segundo o CEO da Holu, entretanto, um cliente com uma boa avaliação de crédito, que pague uma entrada ou reduza o prazo consegue barateá-lo. “Um cliente com bom score de crédito que financiar em 24 meses consegue um CET de algo como 0,79% ao mês”, me disse Freire, na ocasião.

Fonte: Este conteúdo foi escrito por Julia Wiltgen no Portal Seu Dinheiro

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